A noção de duplo é indissociável do exercício onírico, pois é ela o incitamento que estabelece o funcionamento da fantasia. Conservando-se em vigília, o actor no espaço cénico protagoniza uma rêverie, uma ideia quimérica da sua pessoa. Fica num estado de excedência de si, num envolvimento psíquico em que o corpo deixou de lhe pertencer, em que o seu procedimento deixou aparentemente de ser restringido pela sua vontade.
O corpo é a arena de uma batalha entre um intelecto que raciocina por palavras e um intelecto instintual que é um mistério em si mesmo.
in João Soares Santos, Estudos sobre Artes Cénicas Asiáticas, Fundação Oriente, Lisboa, 2000.
"Escrever é ter a companhia do outro de nós que escreve", Vergílio Ferreira, Escrever
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
A voz dos deuses 3
Mas a voz dos deuses é que decide o destino dos homens, mesmo quando estes não lhe dão ouvidos.
João Aguiar, p.352
João Aguiar, p.352
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
A voz dos deuses 2
Possessão divina de Arduno
- Tongio, filho de Tongétamo, filho de Tongétamo o Brácaro. Porque fazes perguntas sobre o destino se os deuses já te disseram o que podias ouvir? À vossa frente o caminho é longo. Há vitórias e derrotas, alegria e sangue, traição e glória. A águia está ferida mas este é o tempo do seu domínio. Depois doTouro virá a Corça. Porque fazes perguntas? É tempo de combater. Só tu verás a era da Corça. Mas os deuses querem-te, os deuses surgirão no teu caminho...
p.222
- Tongio, filho de Tongétamo, filho de Tongétamo o Brácaro. Porque fazes perguntas sobre o destino se os deuses já te disseram o que podias ouvir? À vossa frente o caminho é longo. Há vitórias e derrotas, alegria e sangue, traição e glória. A águia está ferida mas este é o tempo do seu domínio. Depois doTouro virá a Corça. Porque fazes perguntas? É tempo de combater. Só tu verás a era da Corça. Mas os deuses querem-te, os deuses surgirão no teu caminho...
p.222
A voz dos deuses
-Tongoenabiago, Trebaruna e tu, Runesos-Césios1, deus da Guerra e Senhor dos Dardos: não permiti que a minha espada tenha de ser usada contra o meu próprio sangue...
João Aguiar, A voz dos deuses, edições Asa, Lisboa, 1999, p.58
1Deuses da cultura castreja, Galécia (hoje, Norte de Portugal e Galiza), embora tenham encontrado o nome da divindade Runesocesius numa inscrição, em Évora e noutras regiões a sul do Tejo.
João Aguiar, A voz dos deuses, edições Asa, Lisboa, 1999, p.58
1Deuses da cultura castreja, Galécia (hoje, Norte de Portugal e Galiza), embora tenham encontrado o nome da divindade Runesocesius numa inscrição, em Évora e noutras regiões a sul do Tejo.
Marguerite Yourcenar, Feux 6
“J’ai beau changer: mon sort ne change pas. Toute figure peut être inscrite à l’intérieur d’un cercle”
p.58
Coros euripidianos e a tragédia das paixões
Andamos à deriva e o que nos arrasta não passa de mitos.
Hipólito de Eurípides, v. 197
Hipólito de Eurípides, v. 197
Subscrever:
Mensagens (Atom)