Pesa na tarde uma ausência. Uma ausência que ninguém sabe, ninguém sente. Só ao meu coração dói. És tu, mito antigo, sonho colectivo da beirada, és tu que me habitas. E o teu nome é sereia.
Não como um corpo, mas como um pensamento.
Luísa Dacosta
"Escrever é ter a companhia do outro de nós que escreve", Vergílio Ferreira, Escrever
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
E porque amanheci assim
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| O Beijo, de Klimt |
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| O Beijo, de Munch |
| "A estranha sensação de que, aos poucos, se verificara uma verdadeira proliferação de O beijo, como se brotasse de tudo o que era vida, cor, forma ou movimento; em tudo nos acenasse. O beijo preservava os cabelos dos desmandos do vento ou protegia os ombros da brisa fresca da noite. O beijo sorria nos seios jovens da donzela apetitosa (...) O beijo abrigava da chuva e resguardava os calores das mais afogueadas". José Ribeiro Ferreira, Os Sons e os Silêncios, Fluir Perene, Coimbra 2005 (a propósito de O beijo de Klimt) | ||||||||||||
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Gladiator Soundtrack - 17 - Now We Are Free
Um hálito de música ou de sonho, qualquer coisa que faça quase sentir, qualquer coisa que faça não pensar.
Eu parti? Eu não vos juraria que parti. Encontrei-me em outras partes...
De resto, com que posso contar comigo? Uma acuidade horrível das sensações, e a compreensão profunda de estar sentindo...
Esta tendência carnal para converter todo pensamento em expressão, ou antes, pensar como expressão todo pensamento; de ver toda a emoção em cor e forma, e até toda negação em ritmo.
Bernardo Soares
"Não há sossego - e, ai de mim!, nem sequer há desejo de o ter."
Trailer #9 Filme do Desassossego
http://www.youtube.com/watch?v=1B1KccMmD9E&feature=related
Ópio tenho-o eu na alma.
Ali estava face a um esmagamento de estilhaços
Então a mulher arrancou das órbitas os olhos dolorosos, abandonou-os no banco e, estátua cega, começou a caminhar por entre as folhas dos plátanos, das tílias, dos liliodendros, já não promessas mas mortas referências ignoradas, que cobriam, como um sudário, a tarde anoitecida.
Luísa Dacosta
Luísa Dacosta
Como unir no mesmo tecido a singularidade do teu corpo à percepção das coisas mais alheias e distantes? O meu desejo de quanto há em ti de mais teu, como dizer-to a ti que só existes como símbolo, ânsia em carne viva, mistura de esperança e fúria até ao último átomo de oxigénio?
Luísa Dacosta, Corpo Recusado
Luísa Dacosta, Corpo Recusado
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