Mas tu transcendes-me na adoração da forma e reformas a transcendência do adorar e por isso é que amas da forma que amas e é isso que me fascina em ti!
Da autoria do meu JB
"Escrever é ter a companhia do outro de nós que escreve", Vergílio Ferreira, Escrever
terça-feira, 29 de março de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
Que importa o que "acontece"?
Sinto agora alguém dentro de mim a perguntar e depois? que é que aconteceu? Sei lá o que aconteceu, quero lá saber. Quero é estar contigo no nada de tudo o que acontecer. Saturar-me da tua presença. E ver-te. E ver-te. Que importa o que "acontece"?
Por enquanto há só - e como to vou dizer sem sair da norma e da sensatez? Há só o teu corpo leve aéreo. A transmutação da tua matéria terrestre. Uma presença intensa e frágil para haver tudo e o seu impossível.
Só há uma linguagem para falar do corpo fora da anatomia (...) A que fala do teu todo compacto em que há também a coisa que imaginas mas que vem depois, sobretudo numa prega do meu deslumbramento.
Vergílio Ferreira, Em nome da terra
Por enquanto há só - e como to vou dizer sem sair da norma e da sensatez? Há só o teu corpo leve aéreo. A transmutação da tua matéria terrestre. Uma presença intensa e frágil para haver tudo e o seu impossível.
Só há uma linguagem para falar do corpo fora da anatomia (...) A que fala do teu todo compacto em que há também a coisa que imaginas mas que vem depois, sobretudo numa prega do meu deslumbramento.
Vergílio Ferreira, Em nome da terra
E tu dirás está bem.
Um dia. Estará uma noite quente, caminharemos de mãos dadas. O anjo não virá, que teria lá que fazer? vamos sós. Não terei medo da tua presença com toda a sua força de me fazer ajoelhar. Olharei o teu corpo na sua presença incorruptível. Sofrerei em mim a descarga do universo e não gritarei o teu nome.
Nudez primitiva, não a saberemos. Porque será uma nudez para antes dos deuses nascerem.
Vergílio Ferreira, Em nome da terra.
Nudez primitiva, não a saberemos. Porque será uma nudez para antes dos deuses nascerem.
Vergílio Ferreira, Em nome da terra.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Eugénio de Andrade na Casa da Escrita
Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa,ficar
nu dentro daquele sorriso.
Eugénio de Andrade
(foi inaugurada hoje, na Casa da Escrita, em Coimbra, uma exposição intitulada: Eugénio de Andrade, original e inédito a não perder. Um pouco como a exposição de Sophia de Mello Breyner, patente na capital)
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa,ficar
nu dentro daquele sorriso.
Eugénio de Andrade
(foi inaugurada hoje, na Casa da Escrita, em Coimbra, uma exposição intitulada: Eugénio de Andrade, original e inédito a não perder. Um pouco como a exposição de Sophia de Mello Breyner, patente na capital)
Subscrever:
Mensagens (Atom)