“Está aí o processo mesmo da formação do coração trágico – e é este
o fenómeno dramático original: assistirmos nós próprios à nossa
própria metamorfose e agir desde então como se tivéssemos
efectivamente entrado num outro corpo, numa outra pessoa.
Assim se inaugura a evolução do drama”
(Nietzsche, A Origem da Comédia, p.73 e sqq.)
"Todo este fruir violento de sensações, no entanto e porque efémero é tudo na vida, mesmo o sentir, vai redundar na alienação e na aniquilação do sujeito que já não sente nem controla o querer".
C. M. Jesus (2008), Arquíloco. Fragmentos poéticos. Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, p.16.