sexta-feira, 2 de setembro de 2011

"O me! O life!"

Porque revi parte do Dead Poets Society:


"We don't read and write poetry because it's cute. We read and write poetry because we are members of the human race. And the human race is filled with passion. And medicine, law, business, engineering, these are noble pursuits and necessary to sustain life. But poetry, beauty, romance, love, these are what we stay alive for. To quote from Whitman, "O me! O life!... of the questions of these recurring; of the endless trains of the faithless... of cities filled with the foolish; what good amid these, O me, O life?" Answer. That you are here - that life exists, and identity; that the powerful play goes on and you may contribute a verse.
What will your verse be?"

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

un fresco múltiple y variable

"Se han esfumado las fronteras de la realidad, la vida es un laberinto de espejos encontrados y de imágenes torcidas.
Así es mi vida, un fresco múltiple y variable que sólo yo puedo descifrar y que me pertenece como un secreto. La mente selecciona, exagera, traiciona, los acontecimientos se esfuman, las personas se olvidan y al final sólo queda el trayecto del alma, esos escasos momentos de revelación del espíritu. No interesa lo que me pasó, sino las cicatrices que me marcan y distinguen."
Paula, de Isabel Allende

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Miscuglio di rumori

"L'inizio era paura, paura e piacere e un' orrida curiosità di ciò che stava per venire"

Thomas Mann, Morte a Venezia
Centro Cultural Victoria Ocampo, Mar de Plata, Argentina, fotografia minha

terça-feira, 23 de agosto de 2011

"- ¿Creés en Diós?"

" - Creo en el río que va y viene, se expande, navega hacia el mar y uno va tierra adentro. A mí me commueve eso. Todos esos pensamientos, ese mundo de la naturaleza me inspira mucho"

Entrevista a la cantora Liliana Herrero, "Música del Alma", Revista Cielos Argentinos, no avião, Agosto 2011.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

os robôts da loucura é que a ignoram

Tenho apenas esta vida para viver, e seria quase uma traição que eu faltasse à sua entrevista - essa entrevista combinada desde toda a eternidade. Por isso eu a procuro à minha vida, em toda a parte onde sei que ela me espera com uma palavra a dizer.

Vergílio Ferreira, "O encontro original", in Carta ao Futuro

domingo, 14 de agosto de 2011

É o meu corpo. Calhou-me.

"Estou velho. Há o sol e a neve e a aldeia deserta. O meu corpo o sabe, na humildade do seu cansaço, do seu fim. Alegria breve, este meu sabê-lo, esta posse de todo o milagre de eu ser e a deposição disso para o estrume da terra. Sento-me ao sol, aqueço. Estou só, terrivelmente povoado de mim. Valeu a pena viver? Matei a curiosidade, vim ver como isto era, valeu a pena. É engraçada a vida e a morte. Tem a sua piada, oh, se tem. Vim saber como isto era e soube coisas fantásticas. Vi a luz, a terra, os animais. Conheci o meu corpo em que apareci. É curioso um corpo. tem mãos, pés, nove buracos. Meteram-me nele, nunca mais o pude despir, como um cão à cor do pêlo que lhe calhou. É um corpo grande, um metro e oitenta e tal. É o meu corpo. Calhou-me. Movo as mãos, os pés, e é como se fossem meus e não fossem. É extraordinário, fantástico, um corpo. Com ele e nele tomei posse e conhecimento de coisas espantosas. Não seria uma pena não ter nascido? Ficava sem saber. Dirás tu: de que te serve se amanhã já não sabes? É certo. Mas agora sei. De que servem os prazeres que já tive e nunca mais poderei ter? Não servem de nada, serviram."

Alegria Breve, Vergílio Ferreira