"Escrever é ter a companhia do outro de nós que escreve", Vergílio Ferreira, Escrever
sábado, 28 de março de 2020
segunda-feira, 23 de março de 2020
Ta maison est là où est ton coeur
Personne
n’appartient pas à personne. Nous nous accompagnons mutuellement si nous
voulons.
Les questions de
l’âme féminine ne peuvent pas être traitées comme si nous essayons de
l’esculpir d'une forme plus adéquate à une culture inconsciente. Femme Sauvage,
ouvrir des nouvelles portes, rien important que sa
claire compréhension de l’idée et de l’archétype, du nom Femme et de l’adjectif
Sauvage, intuitivement. Quand on écoute ces deux mots, rapidement on se connecte et se relacione.
Et c'est pour cela que nous ne devons pas dire mes amies, ma copine, mon mec mais, en vérité, les amis qui m'accompagnent, la fille qui m'accompagne, l'homme qui m'accompagne.
Nous ne sommes pas proprieté de personne et les chemins de la vie on les fait jamais seuls.
quinta-feira, 19 de março de 2020
quarta-feira, 18 de março de 2020
sur l'éternelle force de l'amour
Ao J
Dagen går mot kveld, er borte, blir snart glemt
Men alt vi gav den står igjen, et frø som gror og vokser
frem
Slik er kjærlighetens vei når den møter deg og meg
Først når vi lærer og forstår, vil den modnes og bli
vår
Selv om dagene går, de svinner hen og blir til år
Alltid vil kjærlighet bestå i tid og evighet
I evighet
Elven renner stille hen over sletter, skog og eng
Men på sin vei får å nå frem, gikk den over stryk og
stein
Selv om dagene går, de svinner hen og blir til år
Alltid vil kjærlighet bestå i tid og evighet
I evighet
Selv om dagene går, de svinner hen og blir til år
Alltid vil kjærlighet bestå i tid og evighet
I evighet
Alltid vil kjærlighet bestå i tid og evighet
I evighet
domingo, 15 de março de 2020
Existe tudo mais que ainda me escapa
NO TEU POEMA
No teu poema
Existe um verso em branco e sem medida
Um corpo que respira, um céu aberto
Janela debruçada para a vida.
No teu poema
Existe a dor calada lá no fundo
O passo da coragem em casa escura
E aberta, uma varanda para o mundo.
*
Existe a noite
O riso e a voz refeita à luz do dia
A festa da senhora da agonia
E o cansaço do corpo que adormece em cama fria.
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva, a luta de quem cai ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.
*
No teu poema
Existe o grito e o eco da metralha
A dor que sei de cor mas não recito
E os sonos inquietos de quem falha.
No teu poema
Existe um cantochão alentejano
A rua e o pregão de uma varina
E um barco assoprado a todo o pano.
*
Existe a noite
O canto em vozes juntas, vozes certas
Canção de uma só letra e um só destino a embarcar
O cais da nova nau das descobertas.
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco, ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.
*
No teu poema
Existe a esperança acesa atrás do muro
Existe tudo mais que ainda me escapa
E um verso em branco à espera... do futuro.
Existe um verso em branco e sem medida
Um corpo que respira, um céu aberto
Janela debruçada para a vida.
No teu poema
Existe a dor calada lá no fundo
O passo da coragem em casa escura
E aberta, uma varanda para o mundo.
*
Existe a noite
O riso e a voz refeita à luz do dia
A festa da senhora da agonia
E o cansaço do corpo que adormece em cama fria.
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva, a luta de quem cai ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.
*
No teu poema
Existe o grito e o eco da metralha
A dor que sei de cor mas não recito
E os sonos inquietos de quem falha.
No teu poema
Existe um cantochão alentejano
A rua e o pregão de uma varina
E um barco assoprado a todo o pano.
*
Existe a noite
O canto em vozes juntas, vozes certas
Canção de uma só letra e um só destino a embarcar
O cais da nova nau das descobertas.
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco, ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.
*
No teu poema
Existe a esperança acesa atrás do muro
Existe tudo mais que ainda me escapa
E um verso em branco à espera... do futuro.
JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS, in AS PALAVRAS DAS CANÇÕES (Ed. Avante, 1989)
segunda-feira, 9 de março de 2020
trágico ou do trágico
"O coração como símbolo do amor e a cabeça como símbolo do saber são as causas desse duplo assassinato, em que se alegoriza o percurso do mito do amor na literatura portuguesa, desmistificando o que nele permanece velado, que é a impossibilidade de dois se fazer um. Amante e amado não podem complementar um ao outro, porque o que falta ao amante não é o que o amado tem para oferecer. É na falta constitutiva da subjectividade de todo o ser humano que está a origem do amor. Negar isso, no caso da Discípula, ou rir disso, no caso do Mestre, como nos avisa o narrador, 'resulta trágico ou do trágico'."
Ana Hatherly, O Mestre, babel, Ulisseia, pp.56-57.
Ana Hatherly, O Mestre, babel, Ulisseia, pp.56-57.
quinta-feira, 5 de março de 2020
"O tempo que passa não passa depressa. O que passa depressa é o tempo que passou" V.F. in Escrever
ἀγνῶθ' ὅμιλον, ὡς ἐλέγχεται χρόνῳ
Só o tempo permite que gente estranha seja apreciada.
As Suplicantes de Ésquilo, v. 995, tradução de Carlos Jesus
Só o tempo permite que gente estranha seja apreciada.
As Suplicantes de Ésquilo, v. 995, tradução de Carlos Jesus
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