nada é de molde a tapar por completo a figura de bronze
enterrada na areia
o écran que floresce
como tu como eu nos tubos que dissemos
fizemos
faremos acordar
e até quando?
Amor
amor humano
amor que nos devolve tudo o que perdêssemos
A Vida Inteira Meu Amor
SOMOS NÓS
O cigarro do anúncio luminoso adoeceu deveras já não
fuma o espaço
a uma certa velocidade calma
o atrito longo e agudo dos eléctricos moendo calhas
diz-nos que amanheceu
(...)
amanheceu é óbvio amanheceu
Mário Cesariny, Corpo Visível poema, Assírio&Alvim,
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