E tiveste depois a glória de subires ao céu com as marcas do sofrimento nesse teu corpo terrestre. E é só aí que me interessas. Na lástima desse teu corpo. N amargura da solidão. Como te devias sentir só. É só aí que te entendo para me entender a mim. Só na dor absoluta de um homem sem divindade nenhuma.
Porque um corpo destruído é tão humilhante.
E essa é a solidão maior, porque um corpo é a nossa última companhia.
Vergílio Ferreira, Em nome da terra
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