Dois poemas de O'Neill
FALA
Fala a sério, fala no gozo
Fá-la pela calada e fala claro,
Fala deveras saboroso
Fala barato e fala claro,
Fala ao ouvido e fala ao coração
falinhas mansas ou palavrão.
Fala à miúda, mas fala bem.
Fala ao teu Pai mas ouve tua Mãe.
Fala françês, fala béubéu,
fala fininho e fala grosso.
Desentulha a garganta, levanta o pescoço.
Fala como se falar fosse andar,
fala com elegância, muito, e, devagar!
_________________________________
A meu favor
Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer
A meu favor
As paredes que insultam devagar
Certo refúgio acima do murmúrio
Que da vida corrente teime em vir
O barco escondido pela folhagem
O jardim onde a aventura recomeça.
FALA
Fala a sério, fala no gozo
Fá-la pela calada e fala claro,
Fala deveras saboroso
Fala barato e fala claro,
Fala ao ouvido e fala ao coração
falinhas mansas ou palavrão.
Fala à miúda, mas fala bem.
Fala ao teu Pai mas ouve tua Mãe.
Fala françês, fala béubéu,
fala fininho e fala grosso.
Desentulha a garganta, levanta o pescoço.
Fala como se falar fosse andar,
fala com elegância, muito, e, devagar!
_________________________________
A meu favor
Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer
A meu favor
As paredes que insultam devagar
Certo refúgio acima do murmúrio
Que da vida corrente teime em vir
O barco escondido pela folhagem
O jardim onde a aventura recomeça.
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