À memória de Júlio Resende
"A minha fala tem as vozes do círculo cromático", afirmava Júlio Resende, em entrevista, no ano de 2008.
"A minha fala tem as vozes do círculo cromático", afirmava Júlio Resende, em entrevista, no ano de 2008.
O pintor, que faleceu esta quarta-feira, dia 21 de Setembro de 2011, nasceu no Porto a 23 de Outubro de 1917 e frequentou as Escolas de Belas-Artes do Porto e de Paris. Iniciou a sua actividade no mundo artístico como ilustrador sobretudo infantil e na imprensa diária enquanto jovem. Entre os seus trabalhos, além da pintura e exposições, inclusive em numerosas bienais, contam-se experiências com azuleijaria e trabalhos no âmbito arquitectónico, que lhe garantiram diversos prémios, como o Prémio AICA (Associação Internacional de Críticos de Arte) em 1985.
Ilustrou romances como Aparição de Vergílio Ferreira, em 1959 (que lhe garantiu o Prémio Artes Gráficas na Bienal de Artes de S. Paulo) e uma edição de Retalhos da vida de um médico (Lisboa, 1973), do escritor Fernando Namora, obra que me é bastante querida e da qual deixo uma imagem.
Ilustrou romances como Aparição de Vergílio Ferreira, em 1959 (que lhe garantiu o Prémio Artes Gráficas na Bienal de Artes de S. Paulo) e uma edição de Retalhos da vida de um médico (Lisboa, 1973), do escritor Fernando Namora, obra que me é bastante querida e da qual deixo uma imagem.
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“Sou médico. Um médico é um médico; não escolhe doentes nem caminhos”,
Retalhos da Vida de Um Médico I, p.28
Dizia Resende: "O Picasso não procura, o Picasso encontra. Eu procuro, continuo à procura"
(entrevista 2008)
http://www.publico.pt/Cultura/julio-resende-a-morte-cada-vez-me-preocupa-menos-1512931

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