terça-feira, 12 de junho de 2012

Mas como fazer durar
até ao último instante
esta boca, este sol?

É preciso amá-la,
paciente e alta,
onde a chama canta.

Amá-la. Até ao fim.
Até ser dança.

Eugénio de Andrade, "Matéria Solar", Poesia, Rosto Editora, Abril 2011, p.379

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