segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Trago na palma da mão a luz diurna: e a ferida no flanco.
O meu deus, o meu demónio, respira fundo e alto. 
Ela, a minha múltipla companheira,
é uma coluna silenciosa e ardente. 
A luz sela esta aliança entre o sopro e a matéria 
e uma voz se eleva nos barcos do silêncio.

António Ramos Rosa, "Três lições materiais", Antologia poética (1989)

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