Ao Tó João
"Hoje as aves nem cantam" (Carolina)
"(...)
Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,
(...)
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves"
Eugénio de Andrade, Poema à Mãe, in Poesia, Modo de ler, 2011, p.58
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