segunda-feira, 4 de março de 2013

"-Olha- queres ouvir-me?"

Ao Tó João


"Hoje as aves nem cantam" (Carolina)

"(...)

Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,

(...)


Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves"


Eugénio de Andrade, Poema à Mãe, in Poesia, Modo de ler, 2011, p.58

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