De como a doçura aparece ao visitar o museu da pesca de Finisterra e o guia é um ser humano poeta
“Hei naufragar nas vagas dos teus ollos onde a brisa é dozura e o mar tenreza envolto por argazos furibundos que me esgaduñen feros as espaldas. Hei reflectir nas ondas intanxíbeis o pélago onde afondas as meixelas, os penedos sinceros do teu hálito, os temporais severos do teu ventre. Hei falecer nas dondas turbulencias, na pube onde me escondas o desexo, nos manaciais austeroros dos tesu beizos... E curarei as chagas co sal morno que mana da
fondura do teu corpo até perder os azos que me erguen... E bicareite núa cada
instante... (...)”
Alexandre Nerium
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