Meet Joe Black.
Foi preciso chegar aos quase 36 anos e meio para ver este filme do início ao fim, com atenção.
Não sei ainda se gostei, não sei se achei ridículos ou se adorei os olhares, pois alguns me pareceram exageradamente ingénuos, amadores. As personagens-tipo muito simplistas e as principais profundamente complexas, alguma linguagem corporal hesitante e demasiado teatral para um primeiro plano de câmara.
E no entanto, quanto de nós, na vida real, fica efectivamente por dizer verbalmente e é o nosso corpo que o balbucia e deixa entrever os nossos pensamentos? um balancear de cabeça, um olhar pleno de dúvidas, um abraço apertado e, sobretudo, se falamos no tema maior do filme, o amor.
Contudo, a mensagem... a voz do Anthony Hopkings, um dinossauro a fazer do empresário William Parrish, que toma consciência da sua morte próxima e que observa a sua vida e se apercebe, feliz, ter dado tudo de si em cada momento e ter sentido as emoções em cada momento.
E é esse o desejo que ele gostava de legar à filha mais nova, que ela sinta paixão, emoção na vida.
Joe Black : I don't care Bill. I love her.
William Parrish : How perfect for you - to take whatever you want because it pleases you. That's not love.
Joe Black : Then what is it?
William Parrish : Some aimless infatuation which, for the moment, you feel like indulging - it's missing everything that matters.
Joe Black : Which is what?
William Parrish : Trust, responsibility, taking the weight for your choices and feelings, and spending the rest of your life living up to them. And above all, not hurting the object of your love.
Joe Black : So that's what love is according to William Parrish?
William Parrish : Multiply it by infinity, and take it to the depth of forever, and you will still have barely a glimpse of what I'm talking about.
Joe Black : Those were my words.
William Parrish : They're mine now.
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