Faleceu um amigo de repente, de manhã.
e, na homilia de hoje, o tema do terceiro domingo de advento foi a Alegria.
complexo poder sentir tudo isto num só dia, mas esta Alegria é uma alegria que não é de instagramer, de gargalhada fútil e superficial, é uma alegria de sentir a companhia e o apoio do Senhor no caminho, ainda eu não sei bem o que isso significa. e o meu amigo faleceu e não o verei mais ao balcão com aquele sorriso pândego ébrio, no ambiente de maresia.
estava o meu corpo lá e a mente vagueava, por todo o lado, pelos textos que iam lendo, pelos (a)braços abertos do Cristo de madeira, pelo hossana que se escutava nas vozes límpidas dos jovens.
sei por que venho aqui: a música enleva-me.
de repente, a mente vagueando, o padre disse "e cito de novo o poema de Sophia de Mello Breyner",
orelhas em riste, ah espera, que isto é o que me faz sentido, misturar livros, dissolver palavra na palavra, saborear cada sílaba e a poesia de cada texto, já que o texto é sagrado, qual deles? não são todos? imortalização de palavras, escrevo para ser dizia o meu Vergílio Ferreira. eu escrevo para ver se sai de mim esta ansiedade que não me deixa dormir há meses uma noite sem pesadelos.
oh, Sophia! Sophia na boca dos Jesuítas, porque quem caminha com Deus é olhado, amado e conhecido. que assim seja.
"Escuto mas não sei
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