domingo, 31 de outubro de 2010

Mar Sonoro, Sophia de Mello Breyner

(à Sophia, a quem está prometido um passeio à praia. Será muito em breve, deixa-me só regressar)

Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim,
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho,
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.

Hoje voei para Ponta Delgada e nessas horas, a sobrevoar as nuvens fofas de algodão, acompanhou-me, por acaso, Sophia de Mello Breyner com Dia do Mar, páginas com odor a papel novo, saidinho da livraria na véspera. Tudo porque fui adquirir, a conselho de um amigo, a Fada Oriana para uma amiga alemã que procura dar os primeiros passos na nossa língua. De fácil estrutura, ainda que considerada obra juvenil, pareceu-nos uma história que faz as delícias de qualquer um, independentemente da idade.

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