quarta-feira, 25 de maio de 2011

Bibliotecas na madrugada

E assim, quando te vais, fica o vazio na divisão dos livros (FB)

«A tua ausência é, em cada momento, a tua ausência.

não esqueço que os teus lábios existem longe de mim.

aqui há casas vazias. há cidades desertas. há lugares.


mas eu lembro que o tempo é outra coisa, e tenho

tanta pena de perder um instante dos teus cabelos.

aqui não há palavras. há a tua ausência. há o medo sem os

teus lábios, sem os teus cabelos. fecho os olhos para te ver

e para não chorar.»

José Luís Peixoto

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